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25/01/2018

VASECTOMIA E SUAS CURIOSIDADES

A vasectomia é a cirurgia de esterilização masculina, ou seja, é feita para que o paciente não tenha mais filhos. É uma cirurgia bem simples, que geralmente é feita em consultórios médicos, com anestesia local. Pode também ser feita em hospital, com sedação e até anestesia geral. Essa cirurgia vem cada vez mais sendo difundida, pois é um procedimento simples, barato e com uma alta eficácia.

Apesar da ampla difusão dessa cirurgia em todo o mundo, muita gente ainda tem muitos receios e dúvidas sobre esse assunto.

Conheça abaixo algumas curiosidades sobre a vasectomia.


Essa cirurgia é comum?

Praticamente todos homens adultos conhecem alguém que já fez a cirurgia. Os números são impressionantes de fato; cerca de 500.000 homens fazem essa cirurgia por ano nos Estados Unidos. Cerca de um em cada 6 homens com mais de 35 anos já fez vasectomia. Na Nova Zelândia, 18% de todos os homens já fizeram a cirurgia. No Brasil, não temos esses dados, pois muitas cirurgias são feitas em consultórios médicos e não são notificadas ao Ministério da Saúde. Mas os números no Brasil provavelmente também são elevados.

 

Há quanto tempo existe essa cirurgia?

A primeira vasectomia foi realizada em 1823 em um cachorro. Pouco tempo depois, passou a ser realizada em humanos. Curiosamente, o objetivo não tinha nada a ver com esterilização; o objetivo era tentar causar uma atrofia na próstata, para que pacientes com hiperplasia prostática pudessem ter um alívio em seus sintomas urinários. Durante a Segunda Guerra Mundial, a cirurgia começou a ser cogitada para fins contraceptivos. Mas isso só se difundiu mesmo a partir da década de 50.

 

Vasectomia sem bisturi? É possível?

Nos anos 70, foi descrito pela primeira vez na China uma técnica de vasectomia que não utiliza bisturi. Na verdade, a cirurgia é praticamente a mesma que a vasectomia “comum” (com bisturi). A diferença é apenas o acesso ao ducto deferente (é feita uma punção ao invés de um pequeno corte na pele).

 

Quem pode fazer a vasectomia?

Para se fazer a vasectomia é necessário ter 25 anos ou ter pelo menos 2 filhos vivos. Isso é uma Legislação brasileira, esses pré-requisitos não são exigidos em outros países (como os Estados Unidos, por exemplo).

 

Após a vasectomia, eu vou ejacular menos?

Algumas pessoas tem medo de não ejacular após a vasectomia. Sabe-se que menos de 3% do volume do ejaculado é composto pelos espermatozóides; então o volume que uma pessoa ejacula após a vasectomia é praticamente o mesmo que ejaculava antes. A diferença é imperceptível.

 

Posso ficar impotente após a cirurgia?

Muita gente confunde esterilidade com impotência. A vasectomia não prejudica em nada a potência sexual. Aliás, o que alguns pacientes relatam é justamente o contrário, é uma melhora na vida sexual melhor. Isso porque ficam mais relaxados, uma vez que não precisam se preocupar com a possibilidade de uma gravidez indesejada.

 

Eu continuo produzindo espermatozóides após a cirurgia? Para onde eles vão?

Após a cirurgia, os espermatozóides que são produzidos pelos testículos acabam ficando retidos no epidídimo, pequeno orgão adjacente ao testículo, onde os espermatozóides “aprendem a nadar”. Não tendo por onde escapar, esses espermatozóides acabam sendo reabsorvidos pelo organismo.

 

Eu vou ter dor no pós-operatório?

Nos primeiros dias após a cirurgia, é comum apresentar um desconforto ou dor leve nos testículos. Isso é facilmente controlável com analgésicos, suspensório escrotal e gelo local.

 

E a longo prazo, terei dor?

O principal efeito colateral da cirurgia é dor crônica. Felizmente, é uma complicação rara, que ocorre em apenas um paciente de cada 1000 que são operados. Os espermatozóides que não são ejaculados ficam acumulados no epididimo. Devido a essa congestão de espermatozóides nesse orgão, ele pode ficar mais sensível, e até causar dor crônica. O tratamento é feito com medicações e cuidados locais. Em casos mais avançados, pode ser necessário uma cirurgia para resolver o problema.

 

É comum “mudar de idéia”?

Estima-se que 5 a 6% dos pacientes mudam de idéia com o tempo, e optam por reverter a vasectomia. O motivo é na maioria das vezes o mesmo; o fim de um casamento e início de outro relacionamento. Nesses casos, é possível fazer a reversão da vasectomia, porém nem sempre a cirurgia consegue reverter a infertilidade. Por isso, apesar da vasectomia ser reversível, a maioria dos Urologistas orienta os pacientes a só fazerem a cirurgia se estiverem bem certos de sua decisão.



UROLOGISTA MARCELO LINHARES

Graduado pela USP, com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Urológica no Hospital das Clínicas (HC). Especializado em Cirurgia Robótica no Boston Children’s Hospital, da Harvard Medical School.

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